A Intenção de Consumo das Famílias (ICF), outro indicador da FecomercioSP — que varia de zero a 200 pontos —, também apresentou retração em julho. O ICF caiu 0,4%, atingindo 112,3 pontos. Foi a quarta queda seguida do indicador. A sequência de recuos reforça que a confiança elevada não tem sido suficiente para estimular o consumo na mesma intensidade. A população continua com disposição para consumir, porém prioriza gastos essenciais e posterga decisões que envolvam mais comprometimento financeiro. Na comparação anual, o indicador registrou alta de 6,3%.
Dentre as variáveis que compõem o indicador, momento para duráveis obteve a maior variação positiva em relação a junho (2,5%) e ao sétimo mês de 2025 (16,9%). Contudo, em termos de pontuação, o quesito ficou no patamar de insatisfação, com 81,6 pontos. Perspectiva de consumo subiu 1,7%, para 106,2 pontos, e cresceu 10,3%, na comparação anual. Nível de consumo variou 0,3%, passando para 89,7 pontos, e cresceu 7,5% no comparativo interanual. Já acesso ao crédito variou 0,1%, com 111,7 pontos, e alta de 9,9% em comparação com julho de 2025.
A pesquisa de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) tem como objetivo produzir um indicador inédito com capacidade de medir com a maior precisão possível, a percepção que as famílias têm sobre seu nível futuro de propensão a consumir em curto e médio prazos.
A pesquisa de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) tem como objetivo produzir um indicador inédito com capacidade de medir com a maior precisão possível, a percepção que as famílias têm sobre seu nível futuro de propensão a consumir em curto e médio prazos.
Sendo um indicador antecedente de vendas do comércio, o ICF serve como instrumento substituto ou complementar aos modelos econométricos de projeção de demanda. É um poderoso aliado no planejamento de empresas, fornecedores e de políticas públicas.