Pagamento do décimo terceiro e festas de fim de ano aumentaram o fluxo do varejo e as contratações temporárias, bem como estimularam o consumo na capital paulista em novembro. Segundo a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), o Índice de Confiança do Consumidor (ICC), que reflete percepções sobre o ambiente econômico e as expectativas de longo prazo, também avançou, registrando 4,4% frente a outubro, marcando 118,7 pontos.
O ICC registrou queda de 4,3% em relação a novembro de 2024 — sendo a 16º retração interanual —, sinal de que, apesar do alívio recente, o cenário de longo prazo permanece deteriorado. A melhoria mensal está associada ao ambiente típico de fim de ano, quando a injeção do décimo terceiro e as datas sazonais de mais consumo, como Black Friday e Natal, reforçam o otimismo imediato das famílias.
O objetivo principal do ICC é identificar o "humor" dos consumidores mediante sua percepção relativa às suas condições financeiras, às suas perspectivas futuras e também à percepção que o consumidor tem das condições econômicas do país. O Índice de Confiança do Consumidor varia de 0 a 200, calculado com base em perguntas dicotômicas (respostas positivas ou negativas) nos moldes do indicador de confiança de Michigan, criado em 1950. No início da década de 1990 a equipe econômica da FecomercioSP adaptou a metodologia original às necessidades brasileiras.
Os dados são coletados junto a cerca de 2.200 consumidores no município de São Paulo.
Atualmente, o índice da Federação é usado como referência nas reuniões do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom), responsável pela definição da taxa de juros no país, a exemplo do que ocorre com o aproveitamento do CCI pelo Banco Central.