O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC) caiu 3,1% em abril. O indicador, produzido pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), passou de 102,9 pontos, em março, para 99,7 pontos, no quarto mês do ano, ficando abaixo do limite que separa o pessimismo do otimismo.
Na avaliação da FecomercioSP, o recuo do indicador pelo terceiro mês consecutivo reflete o atual contexto econômico nacional. Os sinais de desaceleração das vendas — e até mesmo de queda em alguns segmentos —, somados às margens de lucro pressionadas, afetaram o caixa das empresas, principalmente daquelas que já carregam dívidas acumuladas dos últimos anos. Além disso, o conflito no Oriente Médio, com seus efeitos sobre o preço do barril de petróleo, aliado às incertezas do cenário internacional — fatores que influenciaram, inclusive, um corte menor da taxa Selic —, impactou negativamente a confiança das empresas.
O ICEC é realizado mediante entrevistas com 541 empresas na capital paulista. São capturadas informações sobre as percepções dos empresários com relação à economia, seu setor de atuação e sobre a sua empresa. As questões abordam temas como perspectivas de investimento, contratação de empregados e a situação dos estoques.
São entrevistas feitas em painel fixo de empresas, com amostragem segmentada por setor (não duráveis, semiduráveis e duráveis) e por porte de empresa (até 50 empregados e mais de 50 empregados). As entrevistas são feitas em local e por telefone, mensalmente, com questionário de nove questões específicas ao segmento. As questões agrupadas formam o ICEC, que por sua vez pode ser decomposto em outros subíndices que avaliam as perspectivas futuras, a avaliação presente e as estratégias dos empresários mediante o cenário econômico.
É um importante instrumento de tomada de decisão de políticas públicas e empresariais. O ICEC é um poderoso indicador, cobrindo informações sobre estoques, investimentos, emprego e as perspectivas de decisões de empresários de um dos maiores setores da economia brasileira, na maior cidade do País.