O Índice de Estoques recuou 2,1% ao passar de 108,7 pontos em julho para 106,5 em agosto. É o menor patamar desde março de 2021 e a percepção do empresário do comércio se aproxima da zona de pessimismo (abaixo dos 100 pontos). Em relação ao mesmo mês do ano passado, o indicador exibiu variação negativa de 7,7%. O índice é elaborado mensalmente pela FecomercioSP e a escala de pontuação varia de 0 (inadequação total) a 200 pontos (adequação total).
Nos últimos meses, houve uma mudança significativa na percepção dos empresários em relação aos estoques. A parcela que considera estar com estoques acima do adequado subiu pelo quinto mês consecutivo, passando de 28,0% em julho para 28,8% em agosto. É o maior nível desde março de 2023 e 5,4 p.p. acima do apurado no mesmo mês do ano passado e liga-se o sinal de alerta já que o excesso de mercadorias nas prateleiras preocupa em momentos de juros elevados como atual. Essa alta provavelmente foi motivada por uma desaceleração das vendas do setor varejista e que os resultados de Dia das Mães, Namorados e Pais ficaram abaixo do esperado.
O Índice de Estoques é apurado mensalmente pela FecomercioSP desde junho de 2011. O indicador vai de zero a 200 pontos, representando, respectivamente, inadequação total e adequação total.
A partir de entrevistas com cerca de 600 empresários do comércio dos municípios que compõem a Região Metropolitana de São Paulo.
Da análise dos números, é possível identificar a percepção dos pesquisados em relação à inadequação de estoques para “acima” (quando há a sensação de excesso de mercadorias) e para “abaixo” (caso os empresários avaliem a falta de itens disponíveis para suprir a demanda em curto prazo).