O Índice de Estoques (IE) registrou alta de 1,9% ao passar de 110,4 pontos em fevereiro para 112,5 em março. É a maior pontuação desde agosto de 2025 e em relação ao mesmo mês do ano passado, o indicador que apura a adequação dos estoques do comércio varejista paulistano registrou crescimento de 5,4%. O índice é elaborado mensalmente pela FecomercioSP e a escala de pontuação varia de 0 (inadequação total) a 200 pontos (adequação total).
A alta foi motivada pela melhora no percentual de empresas que declararam estar com estoques adequados que passou de 55,0% em fevereiro para 56,0% em março, combinada com a queda da parcela de empresas com estoques inadequados. O percentual de empresas com estoques acima do adequado, ou seja, com excesso de mercadorias nas prateleiras ficou em 21,4%, caindo 0,5 p.p. em relação ao mês anterior e 5,9 p.p. em comparação a março do ano passado, e segue bem abaixo da média histórica (28,6%), sendo uma boa notícia em uma conjuntura de juros altos em que estoques elevados significa dinheiro parado e é prejudicial para o fluxo de caixa.
O Índice de Estoques é apurado mensalmente pela FecomercioSP desde junho de 2011. O indicador vai de zero a 200 pontos, representando, respectivamente, inadequação total e adequação total.
A partir de entrevistas com cerca de 600 empresários do comércio dos municípios que compõem a Região Metropolitana de São Paulo.
Da análise dos números, é possível identificar a percepção dos pesquisados em relação à inadequação de estoques para “acima” (quando há a sensação de excesso de mercadorias) e para “abaixo” (caso os empresários avaliem a falta de itens disponíveis para suprir a demanda em curto prazo).