O Índice de Estoques (IE), formado pela combinação dos indicadores de Situação Adequada, Situação Acima do adequado e Situação Abaixo do adequado, segue em trajetória negativa em setembro, ao acumular o sexto recuo mensal seguido, atingindo 103,8 pontos, queda de (-2,5%) em comparação aos 106,5 pontos de agosto. Em relação a setembro do ano passado, o resultado também é negativo, com retração de (-4,7%). Calculado mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), o indicador varia numa escala de 0 a 200 pontos, do maior pessimismo ao maior otimismo possível.
O grupo de empresários satisfeitos com seus níveis de estoque encolheu pelo terceiro mês seguido, saindo de 52,9% em agosto para 51,6% em setembro (-1,3 p.p.). Do outro lado, a o grupo de empresas que relata que seus estoques estão acima do adequado voltou a crescer, passando de 28,8% para 28,9% (+0,1 p.p.). Esse comportamento reforça que a dificuldade das empresas para girar e repor mercadorias segue se intensificando, num contexto em que persistem juros elevados, custos pressionados, famílias endividadas e um ritmo de vendas mais fraco, fatores que mantêm as prateleiras mais cheias do que o desejável e empurram os níveis de estoque do varejo para cima.
O Índice de Estoques é apurado mensalmente pela FecomercioSP desde junho de 2011. O indicador vai de zero a 200 pontos, representando, respectivamente, inadequação total e adequação total.
A partir de entrevistas com cerca de 600 empresários do comércio dos municípios que compõem a Região Metropolitana de São Paulo.
Da análise dos números, é possível identificar a percepção dos pesquisados em relação à inadequação de estoques para “acima” (quando há a sensação de excesso de mercadorias) e para “abaixo” (caso os empresários avaliem a falta de itens disponíveis para suprir a demanda em curto prazo).