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IE - Índice de Estoques

Índice de Estoques interrompe seis quedas mensais seguidas, sequência que igualava a mais longa da série histórica

O Índice de Estoques (IE), formado pela combinação dos indicadores de Situação Adequada, Situação Acima do adequado e Situação Abaixo do adequado, voltou a subir em outubro, ao avançar (+0,5%) e atingir 104,4 pontos, ante 103,8 pontos em setembro. O resultado encerra uma sequência de seis recuos mensais consecutivos, que empatava com a maior já registrada pelo indicador (dezembro de 2014 a maio de 2015). Em relação a outubro do ano passado, o índice segue em queda de (-2,4%). Calculado mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), o indicador varia numa escala de 0 a 200 pontos, do maior pessimismo ao maior otimismo possível.

A parcela de empresários que considera seus estoques adequados subiu de 51,6% em setembro para 51,9% em outubro (+0,3 p.p.), o primeiro avanço após três quedas seguidas, mas ainda abaixo dos 53,1% de um ano atrás. Já o grupo que declara excesso de mercadorias passou de 28,9% para 29,1% (+0,2 p.p.), a sétima alta mensal consecutiva, e já acumula avanço de 4p.p. em doze meses. O resultado mostra que a recuperação do IE em outubro não veio de um alívio do excesso de estoques, que continua crescendo num cenário de juros ainda elevados, famílias endividadas e vendas mais fracas, fatores que dificultam o giro das mercadorias.


 

Pontos

104,4
  • Ano atual: 12,9%
  • Ano anterior: 10,1%

comparativo mensal

0,5%
  • Ano atual: 15,1%
  • Ano anterior: 22%

comparativo interanual

-2,4%
  • Ano atual: 12,9%
  • Ano anterior: 10,1%

Sobre

O Índice de Estoques é apurado mensalmente pela FecomercioSP desde junho de 2011. O indicador vai de zero a 200 pontos, representando, respectivamente, inadequação total e adequação total.

Como é obtido

A partir de entrevistas com cerca de 600 empresários do comércio dos municípios que compõem a Região Metropolitana de São Paulo.

Utilidades

Da análise dos números, é possível identificar a percepção dos pesquisados em relação à inadequação de estoques para “acima” (quando há a sensação de excesso de mercadorias) e para “abaixo” (caso os empresários avaliem a falta de itens disponíveis para suprir a demanda em curto prazo).