A energia elétrica residencial e os combustíveis aliviaram o custo de vida, especialmente entre as classes menos favorecidas na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP), em agosto. De acordo com a pesquisa Custo de Vida por Classe Social (CVCS), da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), no oitavo mês do ano, o CVCS apontou leve queda de 0,04%. Com isso, o acumulado do ano recuou para 3,5%.
O quadro de inflação mais amena ajuda a recompor gradativamente o poder de compra familiar, com sinais concretos de melhoria, sobretudo, em razão da acomodação mais consistente dos alimentos. No entanto, a FecomercioSP recomenda cautela, pois parte do alívio está relacionado ao bônus da Itaipu na conta de energia elétrica, que deve se reverter no curto prazo. Além disso, o preço do petróleo, novamente em alta, e as incertezas do cenário eleitoral sobre o câmbio podem influenciar o custo de vida nos lares.
O Custo de Vida por Classe Social é um indicador de preços, segmentado por grupos de despesa e faixa de renda. São nove grupos de despesa e cinco faixas de renda que, em conjunto, geram um indicador geral de custo de vida.
O CVCS é obtido a partir da reponderação e reclassificação de 247 itens de despesa na cidade de São Paulo, de acordo com a participação destes nos orçamentos familiares das distintas classes sociais.
Entender como a evolução recente dos preços pode estar afetando a vida do consumidor paulistano médio (das famílias paulistanas) e também quais distorções ocorrem por conta da variação da capacidade de consumo (portanto no padrão de vida) de famílias de diferentes estratos sociais.