O Custo de Vida por Classe Social (CVCS), indicador da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), apontou deflação de 0,03% em junho, na comparação com o mês anterior. O principal motivo para o primeiro resultado negativo do ano na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) foi o decréscimo do grupo de transportes, que apontou redução de 0,60%, e a queda nos preços das carnes. O grupo de transportes influenciou em 0,13 ponto porcentual (p.p.) o resultado geral do CVCS.
O resultado foi influenciado pelos preços internacionais do petróleo e pelo câmbio, que estavam mais favoráveis no período. No varejo, o etanol variou -3,6%, enquanto a gasolina recuou 0,9% e o óleo diesel caiu 0,8%. Nos Serviços, por sua vez, a passagem aérea avançou 4,7%, pressionada pelo encarecimento do querosene de aviação e pela demanda aquecida de meio de ano. Assim, a queda dos combustíveis, embora real, foi parcialmente compensada pelo encarecimento dos deslocamentos aéreos.
O Custo de Vida por Classe Social é um indicador de preços, segmentado por grupos de despesa e faixa de renda. São nove grupos de despesa e cinco faixas de renda que, em conjunto, geram um indicador geral de custo de vida.
O CVCS é obtido a partir da reponderação e reclassificação de 247 itens de despesa na cidade de São Paulo, de acordo com a participação destes nos orçamentos familiares das distintas classes sociais.
Entender como a evolução recente dos preços pode estar afetando a vida do consumidor paulistano médio (das famílias paulistanas) e também quais distorções ocorrem por conta da variação da capacidade de consumo (portanto no padrão de vida) de famílias de diferentes estratos sociais.