O custo de vida desacelerou em abril na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP), embora siga pressionado. De acordo com a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), houve desaceleração em relação a março, quando o índice havia avançado 0,72%. Contudo, o custo de vida segue pressionado, acumulando alta de 4,92% em 12 meses. Além disso, o reajuste sazonal dos medicamentos contribuiu para a alta de 0,44% do custo de vida no mês.
Segundo a Federação, o resultado reforça um cenário de inflação menos concentrada em choques sazonais e mais influenciada por pressões estruturais relacionadas às variações nos combustíveis, além dos custos logísticos e dos serviços de saúde.
O Custo de Vida por Classe Social é um indicador de preços, segmentado por grupos de despesa e faixa de renda. São nove grupos de despesa e cinco faixas de renda que, em conjunto, geram um indicador geral de custo de vida.
O CVCS é obtido a partir da reponderação e reclassificação de 247 itens de despesa na cidade de São Paulo, de acordo com a participação destes nos orçamentos familiares das distintas classes sociais.
Entender como a evolução recente dos preços pode estar afetando a vida do consumidor paulistano médio (das famílias paulistanas) e também quais distorções ocorrem por conta da variação da capacidade de consumo (portanto no padrão de vida) de famílias de diferentes estratos sociais.