Os reajustes no transporte público e nas mensalidades escolares pressionaram o custo de vida em fevereiro. De acordo com o índice Custo de Vida por Classe Social (CVCS), mensurado mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) houve um aumento expressivo de 0,95% em fevereiro, acumulando alta de 4,78% nos últimos doze meses — o efeito desse aumento foi similar entre todas as faixas de renda analisadas.
De acordo com a Federação, os principais fatores que puxaram a alta do custo de vida na capital foram sazonais, como educação e transporte, o que não deve ocorrer nos próximos meses. No entanto, a crise no Irã tem pressionado por reajustes nos preços dos combustíveis, como o óleo diesel, o que deve interferir negativamente no resultado de março e deve também pressionar a cadeia logística nas gôndolas, atingindo os consumidores.
O Custo de Vida por Classe Social é um indicador de preços, segmentado por grupos de despesa e faixa de renda. São nove grupos de despesa e cinco faixas de renda que, em conjunto, geram um indicador geral de custo de vida.
O CVCS é obtido a partir da reponderação e reclassificação de 247 itens de despesa na cidade de São Paulo, de acordo com a participação destes nos orçamentos familiares das distintas classes sociais.
Entender como a evolução recente dos preços pode estar afetando a vida do consumidor paulistano médio (das famílias paulistanas) e também quais distorções ocorrem por conta da variação da capacidade de consumo (portanto no padrão de vida) de famílias de diferentes estratos sociais.