O consumidor paulistano segue relativamente confiante com o futuro, mas já começa a dar sinais de que as contas domésticas estão mais pressionadas no presente. O Índice de Confiança do Consumidor (ICC), da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), recuou 0,4% em maio, para 120,6 pontos, ante os 121,1 pontos de abril.
Na comparação com o mesmo mês de 2025, o índice, por outro lado, registra avanço de 7,9%, sinalizando que a confiança permanece em nível elevado, embora com sinais de acomodação no ciclo do consumo.
O objetivo principal do ICC é identificar o "humor" dos consumidores mediante sua percepção relativa às suas condições financeiras, às suas perspectivas futuras e também à percepção que o consumidor tem das condições econômicas do país. O Índice de Confiança do Consumidor varia de 0 a 200, calculado com base em perguntas dicotômicas (respostas positivas ou negativas) nos moldes do indicador de confiança de Michigan, criado em 1950. No início da década de 1990 a equipe econômica da FecomercioSP adaptou a metodologia original às necessidades brasileiras.
Os dados são coletados junto a cerca de 2.200 consumidores no município de São Paulo.
Atualmente, o índice da Federação é usado como referência nas reuniões do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom), responsável pela definição da taxa de juros no país, a exemplo do que ocorre com o aproveitamento do CCI pelo Banco Central.