A percepção das famílias paulistanas sobre a situação econômica recuou em julho, de acordo com a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) apontou queda de 2% em relação a junho, registrando 121,6 pontos. Na comparação com julho de 2025, contudo, houve alta de 11,6%.
Embora a confiança do consumidor permaneça em patamar de otimismo, o resultado de julho aponta para uma mudança no comportamento familiar. O mercado de trabalho continua sustentando a renda e evitando uma deterioração mais intensa das expectativas, porém esse impulso já não se traduz na mesma intensidade em aumento do consumo. O ambiente de juros elevados, inflação ainda concentrada em despesas essenciais e elevado comprometimento da renda está levando os consumidores a adotarem uma postura mais cautelosa nas decisões de compra.
O objetivo principal do ICC é identificar o "humor" dos consumidores mediante sua percepção relativa às suas condições financeiras, às suas perspectivas futuras e também à percepção que o consumidor tem das condições econômicas do país. O Índice de Confiança do Consumidor varia de 0 a 200, calculado com base em perguntas dicotômicas (respostas positivas ou negativas) nos moldes do indicador de confiança de Michigan, criado em 1950. No início da década de 1990 a equipe econômica da FecomercioSP adaptou a metodologia original às necessidades brasileiras.
Os dados são coletados junto a cerca de 2.200 consumidores no município de São Paulo.
Atualmente, o índice da Federação é usado como referência nas reuniões do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom), responsável pela definição da taxa de juros no país, a exemplo do que ocorre com o aproveitamento do CCI pelo Banco Central.