O Índice de Estoques (IE) das empresas paulistanas caiu 1,8% em fevereiro, passando de 110,3 para 108,3 pontos, segundo a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). Trata-se do menor nível desde julho de 2021. Na comparação anual, a retração foi de 7,7%, reforçando o cenário de menor otimismo em relação à adequação dos estoques.
A proporção de empresários que consideram seus estoques adequados recuou para 54%, enquanto aumentou para 25,8% o percentual dos que avaliam estoques acima do desejado — o maior nível desde março do ano passado. Apesar de a maioria ainda apontar situação adequada, o avanço da percepção de excesso indica maior cautela no comércio da capital paulista.
O Índice de Estoques é apurado mensalmente pela FecomercioSP desde junho de 2011. O indicador vai de zero a 200 pontos, representando, respectivamente, inadequação total e adequação total.
A partir de entrevistas com cerca de 600 empresários do comércio dos municípios que compõem a Região Metropolitana de São Paulo.
Da análise dos números, é possível identificar a percepção dos pesquisados em relação à inadequação de estoques para “acima” (quando há a sensação de excesso de mercadorias) e para “abaixo” (caso os empresários avaliem a falta de itens disponíveis para suprir a demanda em curto prazo).