Passadas as férias escolares e a Copa do Mundo, agosto reabriu o calendário corporativo brasileiro — e o resultado veio com um pouco mais de força. Segundo o LVC – Levantamento de Viagens Corporativas, realizado pela FecomercioSP em parceria com a ALAGEV (Associação Latino-Americana de Gestão de Eventos e Viagens Corporativas), os gastos das empresas com viagens de negócios alcançaram R$ 19,0 bilhões no mês, avanço de 4,1% sobre agosto de 2025 e novo recorde histórico. O resultado mostra que a demanda mais reprimida durante julho se converteu em deslocamentos, reafirmando a resiliência do setor mesmo num ambiente econômico desafiador.
Se o volume de passageiros bateu recorde — 9 milhões transportados em agosto, alta de 2,3%, com RPK avançando 3,3%, segundo a ANAC —, o custo de voar subiu em proporção ainda maior. A tarifa média saltou de R$ 678,40 para R$ 777,00, elevação de 14,5% que reflete a pressão acumulada do querosene de aviação (QAV) sobre as companhias aéreas. Diferentemente de julho, quando o repasse ainda não havia chegado ao bilhete, agosto expôs a conta cheia. Para o gestor corporativo, o efeito é duplo: mais gente precisando viajar e cada passagem pesando mais no orçamento. A resposta tem sido antecipar compras e, em trajetos curtos, recorrer a transporte rodoviário e locação de veículos.
O Levantamento das Viagens Corporativas (LVC) é realizado mensalmente pela FecomercioSP em parceria com a Alagev.
Os dados são coletados de estudos do IBGE, como a Pesquisa Anual de Serviços e a Pesquisa Mensal de Serviços. São levados em consideração setores como transporte aéreo e rodoviário, meios de hospedagem, restaurantes, agências e operadoras, locadoras de veículos, eventos culturais, entre outros.
A partir dos dados levantados, é feito um extenso trabalho estatístico de ponderação para se chegar ao valor do faturamento nacional da atividade.