Metade das empresas paulistanas contabiliza gastos para se proteger do crime, uma função que deveria ser do Estado, aponta sondagem da FecomercioSP
Ao operarem em regiões inseguras, ou se relacionarem com consumidores com medo, e ainda expostas a casos de violência, metade (52%) das empresas do Comércio na cidade de São Paulo gasta parte das receitas para se proteger da insegurança.
O dado faz parte de uma sondagem sobre segurança pública da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo, que ouviu 500 empresas do setor na capital paulista.
O estudo mostra que cerca de um quarto (25,6%) investe em câmeras e sistemas de monitoramento, enquanto outras 6,4% optaram por serviços de vigilância ou rondas. Além disso, 15,6% combinam estratégias diferentes. Em outras palavras, mais da metade das empresas do setor paga por uma função que deveria ser do Estado.
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Pontos em Destaque
54% das empresas relatam alguma consequência significativa da insegurança.
Furtos e roubos em estabelecimentos são as principais preocupações dos empreendedores, citados por 63,4%.