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Publicado em: 2 de junho de 2025

Um quarto dos apostadores de São Paulo usa ‘bets’ para aumentar renda doméstica

FecomercioSP
Autor(a)FecomercioSP
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Dados da FecomercioSP indicam, ainda, que quase metade (44%) das pessoas em São Paulo soma mais perdas do que ganhos nessas plataformas,

Por que os paulistanos apostam?

De acordo com uma pesquisa da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), se para a maioria dos usuários das bets na cidade – que representa 17% da população – esse tipo de jogo representa mera diversão (42%), um quarto deles (25%) acredita que essa é uma forma de aumentar os rendimentos domésticos — e rapidamente. Outros 9% ainda afirmam que apostam para investir.


(%) O que te leva a apostar online? (Entre usuários de sites de apostas)

Tão relevante quanto é o fato de 20% dos apostadores admitirem que o dinheiro utilizado para financiar essas apostas na Internet seria destinado a pagar contas caso não apostassem. Já para 12%, os recursos serviriam para comprar alimentos.

O estudo da FecomercioSP ouviu 3.622 pessoas na cidade de São Paulo, de diferentes classes sociais e faixas etárias, entre os dias 12 e 19 de julho de 2024. A ideia era tanto entender os impactos econômicos desses jogos para os paulistanos — e os efeitos secundários no varejo — como observar o processo de transição dos consumidores entre os mercados ilegal e o regulamentado.

Outros números chamam a atenção para a expansão vertiginosa das plataformas de apostas online nos últimos anos. De forma geral, 17% dos paulistanos são, atualmente, consumidores ativos desses jogos (quase dois em cada 10) — número que permanece dentro da média internacional. Nos Estados Unidos, por exemplo, esse número varia entre 10% e 15%, segundo pesquisas.

Entre os apostadores paulistanos, um quarto (23%) faz algum tipo de jogo semanalmente, enquanto 12% o fazem todos os dias. Nesse recorte, as classes médias tendem a ser consumidoras mais frequentes: dentre aqueles que ganham acima de dois salários mínimos, 30% apostam toda semana, número que cai para 18% entre quem ganha menos do que esse montante por mês.

O tíquete médio, porém, é baixo, reforçando o argumento de que o brasileiro adepto dessa prática costuma ser um “pequeno apostador” — metade dos entrevistados (52%) diz não gastar mais do que R$ 50 por mês nas bets; outros 19% gastam até R$ 100.


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