Panorama do comércio de outubro: rotatividade do varejo atinge maior patamar desde 2022. O que explica?
O Panorama do Comércio de outubro, publicação mensal da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) para orientar o empresariado do setor a agir a partir da conjuntura momentânea, aborda a alta taxa de rotatividade da mão de obra no varejo.
Cálculos da Federação apontam que o turnover em relação ao estoque de empregos ativos chegou a mais de 63% nos últimos 12 meses até junho deste ano, o maior patamar desde 2022. Isso significa que, para cada 100 vagas celetistas abertas no varejo do Estado no último ano, 63 delas tiveram que passar por alguma mudança. Em 2022, essa taxa era de 51%.
Para os analistas da FecomercioSP, o número aponta um desafio significativo, já que representa um custo direto às empresas. Quanto mais rotatividade, mais gastos com rescisões (aviso-prévio, FGTS, multas etc.), com novas contratações (divulgação, triagem, exames etc.) ou os treinamentos iniciais dos novos funcionários.
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Pontos em Destaque
As lojas de roupas e de calçados tem a maior taxa de turnover do setor: era 79% em junho, elevação de 4,6 pontos porcentuais (p.p.) em relação ao mesmo mês de 2023. Essa atividade está mais sujeita tanto às sazonalidades do mercado de trabalho quanto às oscilações do mercado.
A rotatividade explodiu também nos supermercados. Se a taxa do setor era de 53,9% em 2022, agora, chegou a 72,1%. Como é uma atividade em que a exigência de qualificação é mais baixa a taxa de rotatividade tende a ser maior, ainda mais em períodos de mercado laboral aquecido.