‘Panorama do Comércio’ de setembro: o varejo emite sinais de alerta ao País e sofre pressão de estoques, dívidas e juros altos
Estoques cheios, juros altos, famílias e empresas endividadas e confiança dos consumidores em baixa apontam para uma crise maior do que os números sugerem, como mostra a edição de setembro do Panorama do Comércio, publicação da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).
O cenário é preocupante, pois consumidores endividados compram menos, o que faz o estoque das empresas se acumularem. Não à toa, no estudo, o empresariado paulistano relata excesso de mercadorias nas prateleiras. Esse acúmulo de estoques, combinado a juros elevados e queda na confiança do consumidor, teve efeito direto no comércio varejista, que perdeu R$ 44,7 bilhões no primeiro semestre do ano.
Com a queda das receitas, o Comércio recorre a reduções de custos, investimentos e empregos — tanto que o setor fechou quase 14 mil vagas formais. Isso, por sua vez, reduz ainda mais a renda e o consumo. E conforme a análise do boletim, romper esse ciclo tem se mostrado cada vez mais difícil, ainda mais com o endividamento das empresas no maior volume da série histórica.
A edição traz também o radar de indicadores do mês (Selic, IPCA, INPC, ICC), a queda nos empregos no varejo e a análise da FecomercioSP para proteger o negócio neste momento: revisão de planos, corte de estoque, crédito e controle de investimentos.
Clique no botão abaixo para acessar na íntegra o estudo.
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Pontos em Destaque
Hoje, 28,8% do empresariado paulistano diz ter excesso de mercadorias nas suas prateleiras, o maior nível desde março de 2023.
No segundo trimestre deste ano, o volume de dívidas atrasadas há três meses só por empresas somava R$ 86,1 bilhões, o maior volume desde o início da série histórica.